ESTE BLOG DESTINA-SE A DIVULGAÇÃO DE ARTIGOS ACADÊMICOS E CIENTÍFICOS, INFORMATIVOS E NOTÍCIAS EDUCACIONAIS NO ÂMBITO DO ENSINO MÉDIO E SUPERIOR.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

DEFESA DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Saiu o edital com as primeiras defesas dos Trabalhos de Conclusão de Curso do Curso de Pedagogia turma 2008 do Pólo Presencial de Santa Cruz.
Todas as defesas de TCC serão realizadas presencialmente no Laboratório de Informática do Pólo (LABORINFO).
As defesas são obrigatórias e cunho público e acadêmico as defesas ocorrerão na presença do Coordenador do Pólo, o Professor Msc. José de Arimatéia R. da Silva, da tutora de turma Professora e Especialista Ivanise Almeida, da Secretária Pedagógica-Administrativa do Pólo, Pedagoga e Especializanda Mônica Rodrigues da Silva e demais convidados.
A banca será composta por professores presenciais e a distância, que irão arguir e avaliar os trabalhos. Para os avaliadores à distância o acompanhamento acontecerá via webcam. Caso haja falha na conexão, a mesma dará continuidade com responsável local.
Se por ventura algum integrante do grupo não foi convocado ou foi convocado num horário diferente dos demais integrantes do grupo, o mesmo deve comunicar o avaliador da banca, e apresentar somente após a verificação e autorização da coordenação, caso o aluno esteja com a vida acadêmica regular deve apresentar-se juntamente com seus colegas, na data estabelecida no edital, lembrando que o mesmo deve assinar a ata de apresentação. Porém, caso o acadêmico esteja com pendências pedagógicas e financeiras, o mesmo não poderá apresentar-se até a regularização das mesmas.
No dia da apresentação, os acadêmicos deverão levar uma versão eletrônica em DVD ou CD, com capa e adesivo, contendo os seguintes dados: Nome e login dos integrantes do grupo, título do artigo, e local (Polo/cidade/estado). Este material deverá ser enviado para Coordenação de TCC, aos cuidados de Douglas Rodrigues no endereço a seguir mencionado: Rodovia Olívio Belich, km 30, nº 620, PR 247 – Lapa/PR – CEP: 83750-000. Reforçamos ainda que não há necessidade de envio do artigo impresso.
O tempo da apresentação é de aproximadamente 30 minutos, sendo 10 minutos de apresentação do tema, 10 minutos de arguição e 10 minutos. Réplica (defesa).
Após a apresentação, a banca fará seus questionamentos e dará a nota, que deve ser de no mínimo 6,0 para aprovação. Caso não tenha obtido a nota 6,0, poderá repetir a apresentação em banca que será agendada posteriormente.
 O acadêmico que não comparecer na data agendada para a banca, desde que tenha uma justificativa comprovada, poderá ser reagendada uma nova data pela Coordenação de TCC.
As apresentações serão avaliadas a partir dos seguintes critérios:
ITENS AVALIADOS
VALOR
AV 1
AV 2
Justificativa da Pesquisa
2,5


Embasamento teórico / referência
2,5


Organização do TCC e apresentação
2,5


Clareza e segurança na apresentação
2,5


Nota Final









Todas as demais informações estão disponíveis nos materiais complementares da disciplina.

As primeiras defesas ocorrerão no dia 11/11/11 tendo o seguinte cronograma:

Primeiro Grupo composto por:
ELDER ELVIS TAVARES DO NASCIMENTO, LAURO PONCIANO DE CARVALHO JÚNIOR E PAULA RAFAELA DE MENEZES, com artigo intitulado: O ANALFABETISMO FUNCIONAL NA ESCOLA PÚBLICA, com horário marcado para as 14:00 horas.

O Segundo Grupo composto por:
LIDIANE DE LIMA DANTAS E RAFAELA PEREIRA DOS SANTOS, com artigo intitulado: A INCLUSÃO ESCOLAR EM DUAS ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE SANTA CRUZ - RN, com horário marcado para as 14:30 horas.

O Terceiro Grupo composto por:
HELOÍSA KALINE CARDOSO DANTAS, MARIA EDNARA GOMES DE FARIAS E MARIA LUCIANA DA ROCHA, com artigo intitulado: A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE ENSINO – APRENDIZAGEM, com horário marcado para as 15:00 horas.



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Escolas decidem qual o limite da repetência, e educadores se dividem sobre benefícios

RIO e SÃO PAULO - Aos 17 anos, Pedro Medeiros, aluno do 9º ano do ensino fundamental, acaba de conquistar a medalha de ouro na olimpíada brasileira de matemática. Mas, antes de fazer 123,5 pontos dos 150 que a prova Canguru Matemático sem Fronteiras permite, Pedro foi reprovado duas vezes. Aluno do Colégio Cruzeiro - que este ano, ocupou a 7ª posição no ranking nacional do Enem e a 2ª no ranking do estado do Rio -, ele repetiu o 6º e o 8º anos. No Brasil, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), 10,3% dos alunos do ensino fundamental foram reprovados em 2010. No ensino médio, o índice foi de 12,5%. - Jamais gostei de estudar. Em 2006, no 6º ano, eu ia mal, não entendia nada de matemática, meu pai morreu, e aí fui reprovado. No 8º ano, eu continuava sem entender nada de matemática. Repeti e conheci o professor Jorge (Gomes Santos), que me fez aprender e gostar da disciplina - diz Pedro, afirmando que as reprovações se tornaram um ponto positivo de sua vida. - No começo, foi ruim; eu chorei dois dias seguidos, depois, não aceitava a turma. Quando repeti o 8º ano, passei uns dias achando que era pegadinha! Mas amadureci, vi que tinha que me esforçar.

Jorge Gomes Santos, professor de matemática do 8º ano, concorda: - Muitas vezes a reprovação vira crescimento. E os pais precisam entender que às vezes ela é necessária. Assunto polêmico, a reprovação divide educadores. Para uns, "uma educação de verdade nem cogita reprovar". Outros acreditam que a medida é necessária em alguns casos. Autônomos, os colégios particulares de ponta - aqueles que ocupam as melhores colocações no Enem - lidam com o tema de acordo com seus projetos pedagógicos. Há os que sugerem que o aluno se retire, os que só permitem que a matrícula seja feita se houver vaga sobrando, os que aceitam que o estudante fique reprovado uma vez ao longo da trajetória acadêmica, e ainda os que trabalham com dependência, quando o aluno passa para a série seguinte e tem que fazer uma ou duas disciplinas da série anterior.

Nas escolas públicas, por sua vez, cada município e cada estado decidem o método que vão seguir. E o Conselho Nacional de Educação (CNE) recomenda que, em todas as escolas do país, nenhum aluno dos três primeiros anos do ensino fundamental seja reprovado. - O Brasil tem um índice alto de reprovação e isso é um fracasso, porque a reprovação é ruim em todos os momentos. O aluno que repete, por exemplo, por conta de uma disciplina, fica desestimulado, acha o ensino tedioso, torna-se aborrecido. Além de passar por um descompasso na relação social, por conta da defasagem idade-série, o que impacta na aprendizagem - diz Maria Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do MEC.

Brasil é o 84º do ranking de desenvolvimento humano da ONU

O Brasil é o 84° colocado no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2011, divulgado nesta quarta-feira (2) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A lista tem 187 países e o índice varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1 o resultado, melhor o desempenho. O IDH 2011 do Brasil é 0,718, colocando o país no grupo de nações com desenvolvimento humano elevado. O índice brasileiro está acima da média global (0,682).

Na comparação com 2010, o Brasil subiu uma posição. A Noruega manteve a liderança no ranking, com IDH de 0,943. Em seguida estão a Austrália (0,929) e os Países Baixos (0,910) no grupo de países com desenvolvimento muito elevado. Nas últimas posições, com os piores índices, estão o Burundi (0,316), Níger (0,295) e a República Democrática do Congo (0,286), todos na África Subsaariana.

O IDH considera três dimensões fundamentais para o desenvolvimento humano: o conhecimento, medido por indicadores de educação; a saúde, medida pela longevidade; e o padrão de vida digno, medido pela renda.

Em 2011, para o Brasil, foram registrados 73,5 anos de expectativa de vida, 13,8 anos esperados de escolaridade (para crianças no início da vida escolar) e 7,2 anos de escolaridade média (considerando adultos com mais de 25 anos). A Renda Nacional Bruta (RNB) per capita dos brasileiros em 2011 considerada no cálculo do Pnud foi US$ 10.162.

Desde a criação do IDH, em 1980, o Brasil registra evolução no índice. Em três décadas, a expectativa de vida do brasileiro aumentou em 11 anos, a média de escolaridade subiu 4,6 anos, mas a expectativa de anos de escolaridade caiu 0,4 ano. No período, a RNB per capita subiu cerca de 40%.

"As dimensões sociais, de educação e saúde foram as que mais causaram impacto no IDH do Brasil e fizeram com que o país ganhasse posições", avaliou o economista do Relatório de Desenvolvimento Humano brasileiro, Rogério Borges de Oliveira. Entre 2006 e 2011, o Brasil subiu três posições no ranking do IDH, segundo o Pnud.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pré-sal: gastar ou investir?

Neste mês de outubro o Congresso Nacional terá nas mãos o poder de exercer uma forte influência sobre como será o futuro do Brasil. Dentro de alguns dias, irá a votação na Câmara Federal o Projeto de Lei n.º 8.051/2010, que definirá os destinos dos royalties provenientes da exploração do Pré-sal. Uma vez que as reservas poderão conter entre 40 bilhões e 80 bilhões de barris, com o barril a US$ 100 e royalties a 15%, serão aportados nos cofres púbicos entre US$ 600 bilhões e US$ 1,2 trilhão, num período entre 20 a 40 anos se extraídos uma média de cinco milhões de barris/dia. Lembrando que reservas de petróleo são finitas, a grande questão que se apresenta é o que vamos fazer com esse dinheiro: gastar em despesas correntes ou investir na construção do futuro?
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) estão muito preocupadas com a resposta que teremos para essa questão. Em um país com tantas necessidades como o nosso, são elevadas as chances de se querer utilizar os royalties do Pré-sal para resolver carências conjunturais esparsas e corrigir desajustes regionais de ocasião em vez de aplicá-los na superação das grandes falhas estruturais da vida nacional e no incremento de atividades portadoras de futuro para o conjunto da sociedade brasileira. Assim, a SBPC e a ABC estão propondo à sociedade brasileira e a todos os agentes da vida política que os royalties do Pré-sal sejam investidos, majoritariamente, na educação e em ciência e tecnologia. A razão dessa escolha é proporcionar desenvolvimento econômico e social ao Brasil e nos inserirmos na economia do conhecimento, de modo a enterrar de vez o passado de subdesenvolvimento. É a opção por investir em vez de gastar.
O mundo de hoje abriga duas características principais – inovação tecnológica e sustentabilidade – que, para alcançá-las, os países precisam produzir ciência e tecnologia de ponta e oferecer educação de qualidade. Inovação e sustentabilidade exigem, portanto, da ciência e da tecnologia um protagonismo que nunca foi exigido em outras épocas, o que demanda recursos correspondentes com os novos desafios. O conhecimento científico está na base do desenvolvimento de novos produtos e processos, o que torna empresas mais competitivas no mercado global e faz enriquecer economias nacionais. Da mesma forma, a ciência é o único meio para se conhecer os recursos naturais e se saber como utilizá-los de modo sustentável.

O resultado do Enem e a formação dos Professores

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi concebido inicialmente para ser uma avaliação voluntária e individual do aluno que concluísse o ensino médio. Aos poucos ele foi sendo modificado e passou a ser referência de qualidade de escolas, depois de redes de ensino e agora é parte importante do sistema de seleção para o ensino superior.
O resultado do Enem 2010, divulgado em setembro de 2011 pelo Ministério da Educação (MEC), apontou que oito em cada dez escolas públicas ficaram abaixo da média. O mau desempenho dos alunos e o predomínio de escolas particulares no topo do ranking têm gerado discussões sobre vários aspectos da realidade educacional brasileira, entre eles, a qualidade da formação dos professores.
Para o diretor acadêmico das Faculdades FAEL, professor Osiris Manne Bastos, os problemas evidenciados pelo Enem também dizem respeito à falta de recursos e à necessidade de uma reforma física e organizacional das escolas. Mas quanto à formação dos professores, a FAEL está fazendo a sua parte e contribuindo para a melhoria da educação brasileira: “Através do ensino a distância, a FAEL difunde o saber nos quatro cantos do Brasil. Com um corpo docente qualificado e, principalmente, com experiência profissional em escolas e salas de aula, o projeto pedagógico do curso de Pedagogia FAEL tem foco na formação do profissional generalista, com conceitos da ciência e conteúdos de vida. Estamos graduando pedagogos qualificados para contribuírem com o desenvolvimento econômico das comunidades onde estão inseridos e oferecer uma educação de qualidade para seus alunos, colaborando para um resultado melhor de exames como o Enem”, declara Bastos.

Imigrantes digitais

Quando Maria de Lourdes d’Andrade, 49, começou a dar aulas, em 1989, ela só contava com os livros, o quadro negro e a voz. As provas, reproduzidas por mimeógrafo, cheiravam a álcool e os celulares ainda eram muito raros.
Hoje, a professora de ciências da rede municipal do Rio lida com outra realidade. O giz virou pincel atômico, as aulas ganharam auxílio de TV, vídeo e computador; a internet, tão conhecida dos alunos, aos poucos começa a fazer parte de sua rotina.
Maria de Lourdes é de uma geração chamada de "imigrante digital": teve contato com os computadores já na fase adulta e, agora, procura se adaptar a esse mundo.
"Assim que eu comprei o computador, eu tinha medo de mexer", afirmou a professora que, alguns cursos de informática depois, diz estar à vontade com a máquina, mas sem a agilidade dos alunos.
Maria de Lourdes não está sozinha. Como ela, 64% dos professores de português e matemática de 497 escolas públicas brasileiras acham que sabem mexer menos no computador que seus alunos.
A constatação é da pesquisa Cetic.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação) sobre a apropriação das tecnologias nas aulas feita com 1.541 professores, 4.987 alunos, 497 diretores e 428 coordenadores pedagógicos.

Escola também é lugar para falar sobre política

No contexto geral das escolas brasileiras, o ensino e a promoção de atividades ligadas à política ainda caminham de modo confuso. Os desdobramentos dessas falhas no ensino, e, principalmente, suas causas são apontadas pelo professor Mário Sérgio Cortella, da Pontifícia Uni­versidade Católica de São Paulo (PUCSP), que vê problemas semelhantes na educação de uma geração anterior. “O erro começa quando se tenta impor esse assunto. O importante é aprender as noções de comunidade e isso tem início na prática”, afirma Cortella.
É justamente a ideia de co­­munidade que deve ter o lugar central no debate nas escolas, de acordo com o professor. Para ele, mais do que ensinar o funcionamento do estado e da administração pública, a necessidade é promover o convívio e o respeito recíproco como pontos comuns dentro dos componentes curriculares já existentes. “Esses elementos não devem vir como o que hoje está disseminado como conteúdos ‘extracurriculares’. Isso dá a ideia de um penduricalho, algo à parte da educação”, diz ele.
O professor ensaia algumas explicações para esta carência na educação brasileira. O fato de a democracia ainda ser muito recente no país, assim como o equívoco de reduzir o tema apenas à questão partidária seriam alguns dos frequentes tropeços dados pelo Brasil no tema. Como consequên­cia, muitas vezes a escola acaba por afastar crianças e jovens do assunto – distância que em vários casos se mantém por boa parte da vida adulta.